Extensão Universitária na divulgação científica

Para ser caracterizada como Universidade, a instituição precisa contemplar os três eixos do tripé: Ensino, Pesquisa e Extensão.

  • Ensino são atividades que envolvem aulas em sala de aula, laboratórios, monitorias…
  • Pesquisa são as atividades que envolvem TCC (trabalho de conclusão de curso), IC (Iniciação Científica)…
  • E a Extensão são as atividades que visam realizar ações junto a comunidade. De acordo com o Art.43 (LDB 9.394, de 1996), uma das finalidades da  educação superior é “promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição”.
Hoje vamos falar da extensão?

A Extensão Universitária se preocupa com o retorno do conhecimento aprendido em sala de aula e por meio das pesquisas para a população. Ela pode ser em forma de serviços, atendimentos, cursos, etc. No Brasil, o Fórum de pró-reitores de Extensão (FORPROEX) discute e define as políticas de extensão no país. Dada a importância da Extensão, considera-se a possibilidade de parte da carga horária da formação do aluno ser dedicada a essa atividade. Algumas universidades já adotam essa curricularização da extensão.

A extensão universitária pode ser utilizada como ferramenta pedagógica, ou seja, o aluno pode aprender por meio dela. Além disso, quando o aluno atua na comunidade extramuros (ou seja, fora dos muros da universidade), pode desenvolver mais responsabilidade social e aprender pela troca de conhecimentos com o público-alvo da ação.

Extensão como forma de divulgar ciência

A extensão pode auxiliar na Divulgação Científica, ou seja, ao atuar na comunidade, ele deve transformar a linguagem científica em linguagem mais acessível para que possa alcançar a população-alvo. Uma forma de atuação da extensão é na Educação. Pensando nessa vertente, pode-se usar ambientes não-formais de ensino, ou seja, locais fora da sala de aula (exemplo Museu, feira de ciências, exposições, parques…) para divulgar temas relevantes para sociedade.

Figura 1: Ambientes não formais de ensino.

Por exemplo, em uma ação que realizamos em nossa Universidade, ofertamos em um evento, um estande que falava sobre os problemas de beber e dirigir e os efeitos do álcool no cérebro. Além de usar uma linguagem acessível, os visitantes puderam interagir com as monitoras e sentir um dos efeitos do álcool sem estar alcoolizado, por meio de um óculos simulador de embriaguez. Em posse dele, os visitantes tinham que caminhar por uma pista, e realizar algumas atividades. Por meio da brincadeira, foi possível conversar com os visitantes sobre esse assunto tão importante.

Figura 2: Se for dirigir, não beba.
Dica para alunos e professores universitários

Se você é aluno ou professor e quer ter ideias de atuação, há várias Revistas de Extensão que publicam relatos de ações extensionistas. Se você realiza ações extensionistas e acredita que essas ideias devam espalhar, publique seus relatos! Há grande aprendizado para os alunos que se envolvem nessas ações!

Referências

COELHO GC. O papel pedagógico da extensão universitária. 2015.

FORPROEX. Política Nacional de Extensão Universitária. Fórum de Pró-reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras.2012.

BRASIL. Resolução nº 7, de 18 de dezembro de 2018. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 19 dez. 2018.

ROCHA, MB et al. “Se beber, não dirija”: popularizando os efeitos do álcool em um evento interativo. 2019.

Facebook Comments
COMPARTILHAR: